segunda-feira, 21 de abril de 2008

MARILLION


O Marillion foi formado em 1978, na Inglaterra. Seu nome original era Silmarillion e seu som seguia a 'New Wave of Progressive Rock', uma segunda leva das bandas progressivas. Depois de algumas mudanças na formação, chegaram ao primeiro álbum, "Script for a Jester's Tear" (1983, já pela EMI) com o vocalista Derek Dick (que você provavelmente conhece como Fish), Steve Rothery na guitarra, Peter Trewavas no baixo, Mark Kelly no teclado e Ian Moseley na bateria. O álbum logo se tornou obrigatório para os fãs do estilo.

Os álbuns que se seguiram, "Fugazi" (1984) e "Misplaced Childhood" (1985) tiveram repercussão ainda melhor. Muitos consideram "Misplaced Childhood" o auge da banda já que trouxe "Kayleigh" para as paradas mundiais. Em 87 Fish caiu fora pois seus problemas com alcool e drogas estavam prejudicando a banda. "Clutching at Straws" (1987) foi o último álbum com Fish.

Enquanto não tinham outro vocalista, foi lançado "The Thieving Magpie", um álbum ao vivo. O vocalista Steve Hogarth foi convocado e o Marillion lançou "Seasons End" em 1990, quando estiveram no Brasil para o Hollywood Rock, a canção "Hooks in You", um progressivo pesado, tocou nas rádios por bastante tempo.

"Holidays in Eden" do ano seguinte era um pouco mais comercial mas não fez o sucesso esperado. Foi com "Brave" (1994), um álbum mais experimental, que o Marillion voltou a brilhar. A 'Brave Tour', que seguiu o álbum, encerrou com os integrantes já dentro do estúdio, empolgados para a gravação de "Afraid of Sunlight", que sairia em 95.

O álbum seguinte, "This Strange Engine" (1997), não saiu mais pela EMI, que encerrou o contrato com a banda. As vendas não estava bem do jeito que eles queriam e a banda lançou um selo próprio, lançando através deste o álbum “Radiation”. Em 1999, veio “Marillion.com” e no ano seguinte, um Box especial com alguns singles da banada,””Marillion Singles Box 82-88”.

Em 2001, lançaram “Anoraknophobia”, que só foi realizado graças a ajuda dos fãs que, confiando totalmente na banda, reservaram uma cópia do disco através do site oficial, possibilitando o Marillion a realizar as gravações. O álbum, um pouco mais pop do que os álbuns anteriores, foi criticado por alguns, mas é uma prova de que a banda não segue tendências e sim, o seu instinto. No ano seguinte, a banda solta o ao vivo "Anorak inthe U.K. Live".

ÁLBUNS DISPONÍVEIS

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NEW ORDER


Final do Joy Division. O som era alternativo, diferente, sombrio, meio triste. A banda terminou pois o vocalista, Ian Curtis, enforcou-se em sua casa após uma briga com a esposa. Isso foi em 18 de maio de 1980. Bernard Sumner, Peter Hook, e Stephen Morris, os outros integrantes do Joy Division, formaram o New Order.

Gillian Gilbert juntou-se à banda. Ficou decidido que Bernard faria os vocais e escreveria as letras. Foi com o single Blue Monday que a banda estourou nos clubes noturnos, ganhando uma identidade própria, que a separou da imagem do Joy Division.

A banda contava com sequenciadores e samplers, além do estilo que herdou do Joy. Com isso ganharam as danceterias, criando um novo som para elas. Movement, lançado em 1981 foi o primeiro LP. Power, Corruption and Lies veio em 83 e Low Life, com a música The Perfect Kiss, em 85. Em 86 saiu Brotherhood, onde pode-se ouvir Bizarre Love Triangle.

Várias músicas foram lançdas em singles, e não incluídas nos álbuns, de modo que em 1987 foi lançado o álbum duplo Substance com esse material. Esse álbum trouxe ao New Order o reconhecimento que eles mereciam. O sucesso foi mundial (em 89 eles vieram ao Brasil).

Dizem que o reconhecimento não veio antes porque a banda não se promoveu o suficiente. Eles não colocavam suas fotos nas capas dos LP's, muitas vezes nem seus nomes constavam nos discos. Alguns consideravam Peter Saville, o designer gráfico que fazia as capas dos discos, como o quinto integrante da banda !!! O fato de estarem no Factory Communications, um selo independente, talvez não os tenha ajudado.

Em 1990, apesar do lançamento do single World in Motion, a banda aparentemente acabou, seus integrantes estavam com projetos solo. Bernard Sumner formou o Electronic com o ex-guitarrista do Smiths, Johnny Marr. Peter Hook formou o Revenge. Sobraram Stephen Morris e Gillian Gilbert, que haviam se casado.

Em 1992 resolveram voltar para gravar outro álbum, mas a gravadora havia falido e fechado. Assinaram um contrato com a London Records em abril de 1993 e lançaram Republic. No ano seguinte lançaram uma coletânea, (the best of) New Order e um ano mais tarde outra coletânea, (the rest of) New Order.

A partir daí, os integrantes dedicaram-se a outros projetos: Bernard Sumner com o Electronic e Peter Hook lançou sua nova banda, Monaco. O New Order ainda se reuniu para alguns shows no segundo semestre de 98 e no início de 99.

O novo trabalho no grupo, “Get Ready”, porém, foi lançado somente em 2001. Considerado o mais Rock de toda a sua trajetória, talvez por causa das participações especiais de Billy Corgan (ex-Smashing Pumpkins) e Bobby Gillespie (Primal Scream), o álbum foi muito bem recebido pelos fãs. Os grandes destaques são “Crystal”, “Close Range” e a balada “Run Wild”.

ÁLBUNS DISPONÍVEIS

SONGBOOK CHICO BUARQUE - 8 CDS




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THE JOHN LENNON COLLECTION - 4 Cds



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IRON MAIDEN


BIOGRAFIA

Final da década de 70, o heavy metal não estava mais na moda. Melodias complexas, solos de guitarra, não faziam mais parte do cenário musical, o punk era o estilo simples e direto que tomou o lugar das paradas de bandas como Led Zeppelin, por exemplo.

É exatamente nesse contexto que surge o Iron Maiden, na chamada NWOBHM, a New Wave Of British Heavy Metal, uma segunda “leva” de bandas com este estilo pesado. É certo que bandas como Motörhead continuavam a existir, mas o heavy metal teve seu ressurgimento com Saxon, Def Leppard, Samsom e Iron Maiden.

Antes de se formar o Iron Maiden, Steve Harris, seu fundador, teve uma banda chamada Influence que depois recebeu o nome de Gipsy Kiss, tudo isso no início da década de 70. Foi em 75 que Harris se juntou a Dave Murray - que na época tocava em uma banda chamada Secret - e assim nasceu o Iron Maiden. O primeiro compacto foi gravado em 78 com Paul Di’anno nos vocais e Doug Sampson na bateria, intitulado “The Soundhouse Tapes”. Esse compacto continha as músicas “Prowler”, “Invasion” e “Iron Maiden”.

“The Soundhouse Tapes” vendeu mais de 5 mil cópias em 10 dias. No ano seguinte assinaram um contrato com a EMI. Foi lançado o ‘single’ “Running Free”. Mudanças no Iron Maiden: sai Doug Sampson, que deixou a banda por razões de saúde, e entra Clive Burr. A banda conta com mais um guitarrista, Dennis Straton. Com essa formação, em 1980, gravam o primeiro álbum, Iron Maiden. É também nessa época que surge o conhecido mascote Eddie, criado por Derek Riggs, presente em todas as capas dos álbuns e também nos shows da banda.

Stratton deixou o Maiden para formar outra banda, o Lionheart. Em seu lugar entrou Adrian Smith que era vizinho e amigo de colégio de Dave Murray. O segundo LP, “Killers”, é gravado em 1981 e o Maiden entra em sua primeira turnê mundial, que dura 8 meses e passa por 15 países. Dessa turnê, que incluiu o Japão, sai o álbum ao vivo “Maiden Japan”. No final dessa turnê, Bruce Dickinson, que na época cantava no Samson, vem substituir Paul Di’anno - cuja voz não era suficiente para acompanhar o som da banda.

Em 82, gravaram “The Number Of The Beast”, saindo para a segunda turnê mundial: 179 shows em 10 meses de estrada. Na volta pra casa, uma surpresa: em todo o mundo o álbum vendeu mais de 2 milhões de cópias rendendo dois discos de platina. No ano seguinte saiu “Piece Of Mind”. Na mesma época, Nicko McBrian entra para o Iron Maiden e assume a bateria. Em 85 estiveram no Brasil para a 1ª edição do Rock in Rio, levando milhares de fãs brasileiros à loucura.

Vários álbuns, muitas turnês e o Maiden só crescia e fazia aparecer o heavy metal, conquistando fãs em todos os lugares. Mais mudanças aconteceram com o Iron Maiden: Janick Gers entrou no lugar de Adrian Smith. A chama do heavy metal só deu uma apagadinha quando lançaram o fraco “No Prayer For The Dying”, mas ela logo foi intensificada com o lançamento de “Fear Of The Dark”, de 1992.

Em 1993 uma surpresa que assustou muitos fãs pelo mundo: Bruce Dickinson resolveu deixar o Maiden e se dedicar à sua carreira solo - muito bem sucedida diga-se de passagem. Quem assumiu os vocais foi Blaze Bayley, não muito bem aceito pelos fãs. Os álbuns que vieram na sequência mostram um Iron Maiden um pouco diferente. As opiniões se dividem, o Iron Maiden vem mais duas vezes para o Brasil: em 96 (Monsters Of Rock) e no final de 98.

No início de 99, na onda das voltas clássicas - vide Black Sabbath e Kiss -, rolam boatos de que Bruce vai retornar à Donzela. Dizem também que a turnê que passou pelo Brasil foi a última com Blaze nos vocais. O fãs se agitam e em fevereiro vem a confirmação: Bruce está de volta. E não vem sozinho, traz consigo Adrian Smith e o Iron Maidem passa a ser um sexteto, com três guitarristas.

O resultado dessa formação inédita é “Brave New World”, de 2000, um álbum clássico do Iron Maiden que traz tudo o que um fã deseja, desde a capa com o Eddie até as linhas de baixo empolgantes e o vocal agudo de Bruce Dickinson.

Em Janeiro de 2001, a banda tocou no Rock In Rio III provando estar ainda em grande forma. Esse show foi registrado pela equipe técnica da banda e o resultado foi o lançamento do CD e do DVD “Rock In Rio”, em 2002. No ano seguinte o Iron Maiden anunciou as datas da turnê “Give Me Ed...’Til I’m Dead Tour” que rodou toda a Europa até Setembro, culminado no lançamento de mais um inédito.

“Dance Of Death” agradou os fãs de longa data e conquistou mais alguns novos, mantendo a formação com três guitarristas. Em Janeiro de 2004, o Iron Maiden veio novamente ao Brasil, onde fez uma apresentação histórica no estádio do Pacaembu, em São Paulo. Essa turnê rendeu ainda o ao vivo “Death On The Road”, lançado em 2005.

Em 2006, lançam “A Matter of Life And Death”, com uma proposta um tanto diferente. Mais sombria que o habitual, a música do sexteto traz elementos progressivos. Uma longa turnê sucede o lançamento.

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